Transportador orbital

Gire o círculo de quintas e veja como uma progressão muda de tonalidade sem mudar sua função.

CIVGIDVAEBF#DbAbEbBbFAmiiEmviBmiiiF#mC#mG#mD#mBbmFmCmGmDmC→ G
Acordes maiores / Relativos menoresToque uma tonalidade na roda: a cunha de graus gira com ela.

Origem

C

Destino

G

De C para G há 7 semitons para cima.

Sugestão de capotraste

Para tocar em G com os shapes abertos de C, coloque o capotraste na casa 7.

O que significa transportar

Transportar é mover uma progressão para outra tonalidade, mantendo a relação entre seus acordes. Os graus (I, IV, V, vi...) não mudam: apenas os nomes mudam. No círculo das quintas, isso é visto como um giro: a cunha de seis acordes da tonalidade se desloca inteira. Por isso, um cantor pode pedir a mesma música mais grave ou mais aguda e o violonista só precisa girar a roda ou usar o capotraste.

Como transpor uma música, passo a passo

Transpor significa mover cada acorde de uma música para cima ou para baixo na mesma distância, de modo que a música soe mais alta ou mais baixa, mas mantenha exatamente a mesma forma. Essa distância é medida em semitons: um semitom é uma casa no violão ou a próxima tecla, branca ou preta, no piano.

A escala de 12 semitons

  1. 0C
  2. 1C#Db
  3. 2D
  4. 3D#Eb
  5. 4E
  6. 5F
  7. 6F#Gb
  8. 7G
  9. 8G#Ab
  10. 9A
  11. 10A#Bb
  12. 11B

Cada nota é um degrau nesta escala. Depois de B, a escala recomeça em C. Sustenido (#) e bemol (b) são dois nomes para o mesmo degrau: C# e Db são o mesmo som.

O método em quatro passos

  1. Encontre o tom original e o novo tom. Geralmente, o tom é o primeiro ou o último acorde da música.
  2. Conte os semitons entre elas na escala. De Dó para Ré há 2 passos (Dó → Dó# → Ré), então a distância é +2.
  3. Mova a tônica de cada acorde pelo mesmo número de passos: Dó vira Ré, Sol vira Lá, Fá vira Sol.
  4. Mantenha o tipo de acorde exatamente como estava. Se era menor, continua menor (Am vira Bm); se tinha um 7, mantém o 7 (E7 vira F#7).

Exemplo: de Dó para Ré (+2 semitons)

ICD
VGA
viAmBm
IVFG
V7G7A7

Por que Dó vai para Ré, e Ré para Mi?

Porque a música inteira sobe a mesma distância. Se o cantor precisa da melodia um tom acima, cada acorde deve subir um tom também; caso contrário, os acordes não combinariam mais com a melodia. A relação entre os acordes não muda: o primeiro acorde ainda é o acorde principal (I), o segundo ainda é o vi, e assim por diante. Apenas os nomes mudam.

Truques para memorizar

  • Mi-Fá e Si-Dó não têm teclas pretas entre eles no piano: de Mi para Fá é um semitom, não dois. São os únicos dois lugares onde a escala "pula" o sustenido.
  • Conte nos seus dedos: diga a escala em voz alta (Dó, Dó#, Ré, Ré#, Mi, Fá...) e dobre um dedo a cada passo. Dois dedos a partir de Dó chegam em Ré.
  • Pense em graus, não em nomes: aprenda a música como I–V–vi–IV e você poderá tocá-la em qualquer tom procurando esses graus na roda orbital.
  • O capotraste faz a transposição para você: cada casa aumenta tudo em um semitom. Formas de Sol com um capotraste na casa 2 soam em Lá.
  • Mover um passo no círculo das quintas (Dó → Sol → Ré...) muda apenas uma nota da escala, então as tonalidades vizinhas parecem familiares e são as mais fáceis de alternar.

Como usar

Como usar o Transportador orbital

O Transportador orbital transforma o círculo de quintas em uma ferramenta de estudo visual e sonora. Mantenha uma progressão, leve-a para outra tonalidade, ouça as duas versões e calcule a casa da pestana para conservar formas abertas conhecidas.

  1. O que significa transpor

    Transportar é mover uma progressão para outra tonalidade, mantendo a relação entre seus acordes. Os graus (I, IV, V, vi...) não mudam: apenas os nomes mudam.

    No círculo das quintas, isso é visto como um giro: a cunha de seis acordes da tonalidade se desloca inteira. Por isso, um cantor pode pedir a mesma música mais grave ou mais aguda e o violonista só precisa girar a roda ou usar o capotraste.

    Transpor não muda a função dos acordes. A tônica continua I, a subdominante IV e a dominante V; apenas a altura absoluta muda.

    Assim você adapta uma música à voz sem perder o caráter harmônico nem reaprender toda a progressão.

  2. Como ler a roda

    O anel externo mostra tonalidades maiores e o interno seus relativos menores. Ao escolher o destino, a cunha de graus gira inteira: cada caixa mantém o algarismo romano e recebe o acorde da nova tonalidade.

    Toque uma tonalidade na roda: a cunha de graus gira com ela.

    Comece com I–V–vi–IV e compare C–G–Am–F com G–D–Em–C. Depois experimente uma progressão menor e escute as notas comuns entre acordes vizinhos.

  3. Quando usar a pestana

    A pestana é útil quando a tonalidade combina melhor com a voz, mas você quer manter digitações abertas. O transportador indica a casa necessária para que essas formas produzam o destino escolhido.

    Confira se a casa sugerida combina com a afinação e com o registro da melodia. Se o resultado ficar alto ou exigir tensão, escolha outra tonalidade.

  4. Rotina de cinco minutos

    • Toque a progressão original devagar.
    • Escolha outra tonalidade e diga os graus romanos.
    • Ouça a versão transposta e cante a tônica.
    • Teste a pestana com uma batida simples.
    • Repita em uma tonalidade vizinha até antecipar cada acorde.
  5. Erros frequentes

    Não confunda transposição com trocar a ordem dos acordes. C, Am e G7 são símbolos musicais internacionais.

    Mova todas as funções juntas e confirme o resultado pelo ouvido.

    Origem e destino estão na mesma tonalidade: escolha outra na roda.

    Se origem e destino forem iguais, escolha outra tonalidade para praticar e compare o áudio.