Ouça a jornada completa
- Bm
- G
- Em
- F#7
- Bm
Como a tensão se move
Fase 1 • Tônica Diatônica
O Lar (Tônica — Grau i)
BmFunção de repouso tonal (Riemann, 1893): Atua como o centro gravitacional acústico e a âncora tonal. Todas as notas da escala diatônica encontram estabilidade neste acorde. Tocar Bm estabelece a base consonante da tonalidade — não gerando tensão nem urgência de movimento.
Ouça
- Bm
Fase 2 • Subdominante e Relativo
A Paisagem (Relativo maior e subdominante — Graus VI e iv)
GCondução de vozes diatônica (Schoenberg, 1911): A passagem para G traz a primeira cor luminosa ao tom menor. G é o acorde maior do sexto grau e divide duas notas com Bm, por isso a troca soa suave antes de a progressão seguir para a dominante.
Ouça
- Bm
- G
Fase 3 • Dominante com Trítono
A Aventura (Dominante — Grau V7)
Em → F#7Instabilidade e atração harmônica (Rameau, 1722): O acorde dominante F#7 abriga a nota sensível e o intervalo de trítono diatônico. Essa dissonância interna produz o pico de tensão acústica da progressão, e o ouvido espera o retorno ao lar.
Ouça
- Em
- F#7
Fase 4 • Cadência Autêntica
O Retorno (Resolução Cadencial)
BmLiberação e resolução da tensão: O movimento de baixo por quintas descendentes (F#7 para Bm) dissolve instantaneamente toda a tensão harmônica acumulada. O trítono resolve em movimento contrário para a terça e a tônica de Bm, completando o ciclo com total equilíbrio acústico.
Ouça
- F#7
- Bm
Verifique com seu ouvido
Duas perguntas curtas para fixar o que você acabou de ler. Não há nota nem registro, então se você errar pode ouvir novamente e tentar de novo.
Qual acorde cria a tensão que pede para voltar para Bm?
Ouça os dois finais. Qual soa como terminado?
Experimente no seu violão
Toque e fique aí por quatro tempos sem se mover. Depois toque . Esse alívio que você sente é a resolução de que esta leitura fala. Repita três vezes e depois tente o círculo inteiro a 85 BPM.
A tonalidade de Si menor por dentro
Si menor se forma com Si, Dó#, Ré, Mi, Fá#, Sol e Lá. Tem 2 sustenidos, Dó# e Fá#.
Ré maior usa as mesmas sete notas. Por isso é a sua relativa maior. Em relação a Mi menor, muda só uma nota, Dó# vira Dó. Em relação a Fá# menor, muda só uma nota, Sol vira Sol#.
Em F#7, a terça Lá# e a sétima Mi ficam a seis semitons, um trítono. Na forma de violão de F#7, Lá# soa na corda 3, casa 3 e Mi na corda 4, casa 2.
Com capotraste também dá para usar outras formas. Você pode tocá-la com a forma de Am e o capotraste na casa 2 ou com a forma de Em e o capotraste na casa 7.
Fundamentos Teóricos
Ouça e pratique este círculo no contexto
A linha de baixo e o centro tonal
Toque Bm sozinho, depois toque os quatro acordes em ordem: Bm – G – Em – F#7.
Tônica, preparação e dominante
Aplique esse mapa a Bm – G – Em – F#7 em vez de assumir que o mesmo acorde deve desempenhar o mesmo papel em todas as músicas. Diga o acorde inicial Bm em voz alta; depois faça uma pausa após G e pergunte qual nota você ainda ouve como o centro. Repita após Em e após F#7.
Quando a dominante contém um trítono
Neste círculo, F#7 é um acorde de sétima da dominante: o ‘7’ no símbolo indica a sétima acrescentada. A terça e a sétima formam um trítono — um intervalo de três tons — que cria tensão em direção a Bm.
Toque F#7 → Bm abaixo e acompanhe essas duas vozes internas: a terça sobe um semitom até a tônica, enquanto a sétima desce por grau até uma nota do acorde de tônica.
Ouça
- F#7
- Bm
Notas em comum e digitação econômica
Mova-se de Bm para G lentamente e ouça uma nota que possa permanecer parada; se não houver nenhuma, ouça as vozes que se movem pelos menores intervalos. Repita com G para Em, Em para F#7, e o retorno para Bm.
Uma rotina de prática medida
Primeiro toque Bm – G – Em – F#7 com uma batida para baixo no início de cada compasso.
Transponha sem mudar as funções
Compare as duas versões cantando a primeira nota de Bm e depois a primeira nota de sua contraparte na nova tonalidade.